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Exposição Einstein
Expansão contínua ou desestruturação completa?
Físico americano Gary Steigman, da Universidade Estadual de Ohio, fala das duas possibilidades de futuro para o Universo

O físico norte-americano Gary Steigman apresentou duas possibilidades extremas para o futuro do Universo – ambas, é bom lembrar, para daqui a dezenas de bilhões de anos, depois de a Terra e o Sol terem desaparecido naturalmente. De acordo com a primeira, o Universo deve continuar em aceleração (ou expansão) contínua e tornar-se menos denso e mais escuro. A distância entre as galáxias, que já está aumentando, continuaria a aumentar. 

A segunda possibilidade, chamada de Big Rip (literalmente, Grande Rasgo), consiste em uma expansão intensa a ponto de romper as forças de coesão entre os átomos, os planetas e as galáxias; restariam apenas partículas subatômicas dispersas, sem qualquer coesão ou energia. Não haveria mais gravidade, “a força que determina a história e o futuro do Universo”, acentuou Steigman, professor da Universidade Estadual de Ohio, Estados Unidos, na palestra “O mistério do Universo em aceleração”, realizada dia 16/11. . 

Leia também matéria completa sobre a palestra Steigman

Baixe PDF com a íntegra da palestra de Steigman

Esses e outros cenários resultam da aplicação da chamada constante cosmológica, criada por Albert Einstein para prever o futuro do Universo. Steigman lembrou que Einstein havia inicialmente previsto um Universo estático, mas depois adicionou um novo termo – a constante cosmológica – às equações desenvolvidas pelo físico inglês Isaac Newton e verificou que o Universo deveria seguir em expansão contínua. Uma visão diferente da de Newton, que havia previsto a desaceleração do Universo. Mais tarde, Einstein não gostou do resultado a que chegou, mas os dados obtidos por telescópios mostraram que ele estava certo.

“Nossas concepções do Universo mudam com o tempo, em conseqüência de novos instrumentos e de novas teorias”, comentou Rogério Rosenfeld, físico e professor da Unesp que apresentou a palestra de Steigman. As últimas grandes surpresas sobre o que Rosenfeld chamou de “comportamento inesperado” do Universo emergiram há dez anos, fortalecendo as evidências sobre a expansão do Universo acumuladas aos longo dos 30 anos anteriores.